Fizémos 10 perguntas ao Capitão da Equipa de Seniores Masculinos, que passamos a descrever:
Atómicos FC – No seu historial Atómico, como se tem sentido no clube, ao fim de época e meia?
HG: Sinto-me bem. Foi um clube que sempre me acarinhou. A vinda para os Atómicos foi uma experiência interessante, pois vinha para um clube e para uma cidade onde o basquetebol não existia, e foi importante ver o empenhamento por parte de todos (Atómicos e publico em geral) em se envolver no basquetebol.
Atómicos SC – Quais as expectativas para esta época no CNB1, depois da subida alcançada em 2007/2008 na CNB2?
HG: As expectativas são modestas. Ir aos playoff. Depois aqui, tudo é possível. Vamos jogar jogo a jogo e tentar chegar o mais longe possível.
Atómicos SC - Sendo o Capitão de equipa, além de exercer também funções de director da secção, como imagina o futuro próximo?
HG: O futuro próximo, a meu ver, vai ser de dificuldades. Não tanto em termos financeiros (esses já os temos), mas em termos de plantel. O plantel é composto por jogadores amadores, que jogam por amor ao basquetebol, onde muitos de nós jogam à 20 anos, e não podemos esquecer que já estamos numa facha etária que ronda os 28/29 anos, onde as “mazelas” já falam mais que nós. Não tendo suporte das camadas jovens (visto que a modalidade é recente) constituir um plantel não vai ser fácil. Mas vamos ver o que o futuro nos diz.
Atómicos SC - Em termos individuais, como analisa o seu rendimento?
HG: O meu rendimento é mediano.
Atómicos SC - E a equipa, como a sente?
HG: A equipa, dentro da realidade da equipa, está motivada. Sabe bem as suas limitações e tenta resolver essas limitações. Neste campo de realçar o grande esforço do treinador Miguel Faria, que tudo tem feito para melhorar o nosso rendimento.
Atómicos SC - Gostaríamos que analisasse a classificação actual bem como os próximos jogos?
HG: Perdemos 2 jogos que poderiamos muito bem ter ganho... Estariamos bem mais confortáveis agora. Mas perdemos, e o que temos que fazer é ganhar o próximo jogo contra o EB Porto. Depois pensamos no jogo a seguir.
Atómicos SC - Pensa que a presença da modalidade no concelho de Oliveira do Bairro tem sido apoiada pelas forças vivas da Cidade? Qual a sua opinião face às assistências aos jogos?
HG: Sendo Oliveira do Bairro uma terra de Futebol, o Basquetebol está em segundo plano. Por isso não existe a cultura do basquetebol e as pessoas não se identificam com esta modalidade, muitos porque pouco percedem deste desporto. Normalmente quem vê os nossos jogos é sempre alguém que está ou esteve relacionado com o basquetebol. Mas enfim, esta é a realidade do basquetebol em geral...
Atómicos SC - Ainda mantém a paixão pela prática da modalidade?
HG: A paixão terei sempre. O problema são as pernas
Atómicos SC - Em termos directivos, o que gostaria de frisar?
HG: Em termos directivos o que posso dizer é que fazemos tudo o que está ao nosso alcance para criar as condições necessárias para que a equipa se sinta bem. Mas nem sempre é possível. Mas 4 jovens, e falando por mim, sem experiencia nenhuma destas tarefas, posso dizer que isto não é nada fácil...
Atómicos SC - Estando Oliveira do Bairro, um pouco afastada dos principais núcleos de Basquetebol, considera fácil o recrutamento de atletas levando em conta as possibilidades financeiras do Clube?
HG: Não. A modalidade se quer continuar viva tem que apostar forte na formação. Só assim é que poderá ter uma equipa sénior capaz. A não ser que se tenha uma situação financeira muito boa (o que não é o caso) se poderá gastar mundos e fundos em jogadores. Mas essa não é a nossa realidade. Por isso apostem forte na formação. Daqui a 5/6 anos teremos estrutura para uma equipa sénior forte.
3 comentários:
Este Homem com "O" grande é um Senhor!!! Um verdadeiro desportista!! qt ao rendimento eu diria que em vez de mediano é fraquinho..eehehehehe
Pronto Fraquinho +
Bem falado.
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